Turismo

Peruíbe é um destino turístico completo, em que se pode usufruir do campo, praia e montanha, com o diferencial da Lama Negra na área da saúde e estética. Belezas Naturais

São 32 km de litoral com belas praias e os menores índices de poluição do Litoral Paulista. Na área urbana, distribuem-se diversos balneários de elevado padrão de construção com arquitetura predominantemente horizontal . Na divisa com Itanhaém, Tapirema, um trecho sem habitação. Em seguida, a Praia de Peruíbe é urbanizada com quiosques, calçadão, ciclovia e jardins. Dentre elas destacam-se as praias do Centro. Em direção ao sul a paisagem torna-se mais natural, com o Costão e sua famosa ducha natural; a Prainha e o Guaraú. Dentro da Juréia são dezenas de praias preservadas e praticamente intocadas, de beleza única, como a Desertinha, Tatuíra, Guarauzinho, Baleia, Arpoador, Parnapoã, Brava, Juquiazinho, Preta, Caramborê e Barra do Una já na divisa com Iguape. As cachoeiras do rio do Ouro, Guanhanhã, Vilão e Antas, as corredeiras do Perequê e do Paraíso, esta com seu tobogã e piscinas naturais, completam a natureza. Roteiro Urbano

Colônia Veneza, com a Capela de Mosaicos;

Mirante da Torre, na entrada da cidade, com vista panorâmica de Peruíbe;

Museu Histórico e Arqueológico, na Torre;

Ruínas do Abarebebê;

Aquário Municipal;

Complexo Termal da Lama Negra de Peruíbe;

Portinho e Mercado de Peixes

Feiras de Artesanato – Praça Redonda (Centro) e Praça Flórida.

Boulevard (Calçadão do Centro)

Praça Monsenor Lino Passos (Matriz), recentemente reformada e cartão-postal da Cidade.

Portal da Cidade (Pirâmide) e Portal da Juréia (em forma de bananeira)

Avenida Padre Anchieta

Estação Ferroviária, recentemente reformada, espaço cultural com fotos antigas do município.

Orla urbanizada, com ciclovias, quiosques, calçadão e jardins.

Roteiro Ecológico e de Aventura

Passa pela praia do Costão, com bica de água doce, costão rochoso, praia, mar, vegetação e a Serra dos Itatins; estrada do Guaraú que leva ao entorno da Juréia, sendo a Prainha um ponto obrigatório de parada; bairro do Guaraú onde pode-se conhecer a Praia e Rio do Guaraú e a Passarela do Balça, ponte suspensa sobre o manguezal; Corredeiras do Perequê, rio de corredeiras com piscinas de águas cristalinas; Cachoeira do Paraíso, com base de educação ambiental, trilha estruturada e auto guiada, piscinas naturais e uma belíssima queda de seis metros de altura; Praia do Caramborê, praia semi-deserta que encanta pela sua energia e localização; praia da Barra do Una com famílias tradicionais que perpetuam a cultura caiçara no local. Agregado ao Roteiro ecológico, as atividades de aventura contam com trilhas em ambiente de Mata Atlântica, arvorismo, tirolesa, Watter Treking, Jeep Tour e Canoagem com canoas havaianas e canadenses. Roteiro Cultural

A história da região pode ser conhecida nas Ruínas do Abarebebê, patrimônio histórico do século XVI que retrata a catequização indígena na Região; no Museu Histórico e Arqueológico, com um acervo de 360 peças que relatam a ocupação da cidade, desde os homens do sambaqui, indígenas e colonizadores, até os dias atuais; e na Estação Ferroviária, prédio restaurado do início do século XX, que abriga o Arquivo Histórico, exposições, documentos e fotos antigas da cidade. Outros pontos de interesse são a Capela de Mosaico na Colônia Veneza, com paredes revestidas de mosaico italiano; a Feira de Artesanato na Praça Flórida; os eventos e apresentações artísticas do Boulevard; e a Praça Ambrósio Baldim (Praça Redonda), no Centro, com 80 boxes de artigos diversos, artesanato e alimentação Roteiro Ufológico

Segundo esotéricos, Peruíbe apresenta características comparáveis às de algumas regiões da Índia e do Peru, com relatos de óvnis e seres extra-terrestres, sendo muito visitada por estudiosos de ufologia. Há a realização anual do Encontro Ufológico de Peruíbe. Também foi criado o Primeiro Roteiro Turístico Ufológico do Brasil [12], que passa por locais com inúmeros relatos de avistamento de óvnis e seres luminosos, como a Pedra da Serpente, um portal de pedra na encosta do Morro dos Itatins; Observação da Ilha de Queimada Grande; Praia e Serra no Guaraú; Perequê; Barra do Una; Bairro São José, onde a vegetação apareceu amassada; Ruínas do Abarebebê; e toda a orla urbana de Peruíbe, de Tapirema ao Costão. Zona Rural

A Zona Rural de Peruibe conta com corredeiras e cachoeiras, hotéis-fazenda, haras, sítios e chácaras de lazer, aldeias indígenas e pesque-pagues. Cultura

Os aspectos culturais de Peruíbe estão ligados a cultura caiçara, com música típica e gastronomia baseada em peixes e frutos do mar, como a caldeirada, um prato típico à base de postas de peixe e frutos do mar. Atualmente existem 03 Aldeias Indígenas(TI) de Família/língua Tupi-Guarani, a T.I. Piaçaguera (antiga João Batista) localizada a beira-mar na divisa com Itanhaem no Bairro Estância Santa Cruz, tendo acessos à Aldeia pelos Bairros Gaivotas e E. Santa cruz(lateral), pela praia ao fundos desta Aldeia e pela Rodovia Pedro Taques(entrada). A T.I. Bananal, localizada próximo a Serra do Mar (Mata Atlântica), tem acesso entrando à direita no Trêvo do município na Rod. Pedro Taques, pela Estrada Armando Cunha s/nº. Por última a T.I. Paraíso localizada na Juréia (Estação Ecológica Juréia-Itatins), após cruzar o Centro (Peruíbe) siga sentido ao Guaraú, no trevo entre à direita sentido Barra do Una, na bifurcação entrar à direita sentido a Cachoeira Paraíso, a Aldeia inicia ao cruzar a Cachoeira, esta entrada para a Aldeia na bifurcação fica antes de chegar Barra do Una. Festas Populares

Os eventos de verão, em janeiro; aniversário da cidade, em fevereiro; blocos carnavalescos; jogos do Dia do Trabalho; Festa de São João; Festa Caiçara; Festa do Peixe; Festival Gastronômico de Inverno; Procissão de Corpus Christi; Desfile da Independência; Peruibefest; Reveillón. Eventos

Além das festas tradicionais, a cidade recebe etapas dos mais diversos torneios e competições esportivas, como pesca, surf, ciclismo, pedestrianismo e outras. Há a realização de shows musicais, e festas eventuais como a Festa das Flores. Banda Municipal

A Banda Musical Infanto-Juvenil do município, formada na década de 30, foi dez vezes campeã estadual e nove vezes nacional e se apresente em eventos da cidade. Liberdade religiosa

Espaços Culturais

Cinema;

Espaço Cultural Chico Latim;

Apresentações artísticas na Praça Matriz e Boulevard;

Feiras de artesanato da Praça Redonda (Centro) e Praça Flórida;

Estação Ferroviária;

Museu Histórico e Arqueológico;

Colônia Veneza;

Ruínas do Abarebebê;

Biblioteca Pública Municipal Manoel Castan.

História

O primeiro acesso à região da Juréia se deu já na época de Martim Afonso de Souza, objetivando interligar a Capitania Hereditária de São Vicente à Iguape e Cananéia. Porém, o primeiro marco de ocupação aconteceu a mando do Imperador Dom Pedro I, que ordenou a construção do Caminho do Imperador na área. Este foi muito utilizado durante a Guerra do Paraguai, pois através dele transitava o Correio Del Rei (mensageiros que portavam notícias do conflito), tendo maior movimentação com o Marechal Rondon, que lá instalou pontes de ferro vindas da Inglaterra, ligando o Rio de Janeiro ao sul do país, e uma linha telegráfica. Desde então a Juréia destacou-se por diversificados acontecimentos, os quais se intensificaram durante o século XX. Durante os anos 80, grande parte da área da Juréia foi escolhida pela NUCLEBRÁS para implantar duas usinas nucleares; Iguape 4 e Iguape 5, pois a coexistência de estações ecológicas e usinas nucleares representava, simultaneamente, proteção de áreas naturais e tampão para o entorno das usinas. Neste contexto criou-se a Estação Ecológica da Juréia (1980), com 23.600 hectares, ficando proibido o acesso de qualquer cidadão que não fosse pesquisador ou cientista. Por outro lado, a Estação Ecológica da Juréia ficava salvaguardada da especulação imobiliária que se originou na década de 70. Por desistência do governo federal o programa nuclear não foi concretizado e, em 1985, a NUCLEBRÁS retirou-se do local, voltando a área a correr riscos de degradação, já que anteriormente fora preservada. A imensa preocupação quanto ao destino da Juréia levou ambientalistas, políticos e organizações não governamentais à reivindicarem providências contra agressões de mais um paraíso natural, resultando na criação da Estação Ecológica da Juréia-Itatins, através do Decreto Estadual no 24.646, de 20 de fevereiro de 1986, que foi regulamentado pela Lei nº 5.649, de 28 de abril de 1987, englobando a Serra dos Itatins e aumentando sua extensão para os atuais 79.245 hectares. Podem ser visitados na EEJI o Núcleo Itinguçu, a Vila Barra do Una, o Canto da Praia da Juréia e Praia do Guaraú. Núcleo Itinguçu

Bairro pertencente ao município de Iguape, localizado na face sul da Serra dos Itatins, a 18 Km do centro de Peruíbe, encontra-se dentro da Estação Ecológica Juréia-Itatins. A área utilizada pelos visitantes do Núcleo se concentra no Ribeirão Itinguinha, na altura da formação da Cachoeira do Paraíso. Conta com quatro quiosques, instalados na área do estacionamento, que servem bebidas e salgados, com área para piquenique, além de barracas situadas na estrada de acesso, que vendem licores e doces em compotas, típicos da região. O Núcleo também conta com uma escola e um posto de saúde que atendem à população residente nas proximidades. O período de maior visitação acontece nos meses de janeiro, fevereiro, março e dezembro, enquanto maio e junho formam a época de baixo movimento no local. População da Estação Ecológica

A população local é conhecida como caiçara, sendo oriunda da fusão de portugueses, índios e negros. Estes últimos são os maiores cultivadores das tradições locais, como danças, crenças religiosas, alimentação, artesanato e atividades de pesca e caça. Os habitantes da região são, em sua maioria, pescadores, mateiros, caçadores, palmiteiros e caxeteiros (extratores da matéria prima para construção de lápis). Contudo, existem ainda posseiros (indivíduos que ocupam uma área há muito tempo, porém não possuem título de propriedade, ou aqueles que “abriram posse”, subsistindo das atividades de cultivo e os que compraram direitos possessórios), fazendeiros, grileiros (indivíduos que tentam posse de território mediante falsas escrituras), caseiros (que trabalham para outro posseiro ou proprietário), meeiros (que trabalham como produtores sem serem donos da terra, e dividem parcela do produzido com o proprietário) e os comodatários (que ocupam a área sem ter vínculos empregatícios). A Estação Ecológica da Juréia-Itatins é administrada pelo Instituto Florestal, pertencente à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. EEJI

Reserva

A reserva foi instituída em 1986 após um longo processo de mobilização da opinião pública em favor de sua preservação. Por três décadas, foi objeto de instrumentos legais que atendiam aos mais variados interesses, mas nem sempre aos de proteção ambiental. O decreto Estadual número 31.650, de 8 de abril de 1958 instituiu a reserva Estadual dos Itatins, numa área de 12.058 hectares de terras declaradas devolutas na vertente atlântica da área montanhosa da Serra do itatins, permitindo a preservação da Mata Atlântica nessa área. Em muitas áreas próximas, no litoral Sul de São Paulo, boa parte dessa vegetação original foi destruída, pois não estavam em locais protegidos. A região da Serra da Juréia é um dos pontos, senão o ponto mais preservado do litoral paulista. Devido ao alto grau de preservação em que se encontra esta região possui 2/3 dos últimos 5% de cobertura vegetal primitiva que ainda resta no Estado de São Paulo, concentrando quase 40% de vegetação primitiva da área de todas as unidades de conservação do Estado. Ecossistema

Protegida pela Serra dos Itatins há uma grande planície aluvial onde, em vários locais afloram morros, sendo a Juréia o mais elevado deles. A dificuldade de acesso garantiu sua preservação. Este conjunto de ecossistemas, que permanece praticamente intocado ao longo dos 50km de litoral, mantém ainda todos os animais silvestres característicos e, se apresenta como uma beleza indescritível. Vários anos depois, a área do Maciço da serra foi doada à Secretaria do Meio Ambiente por um empreendimento imobiliário, que pretendia implantar um loteamento “ecológico”, de alto padrão, às margens do Rio Verde. Isso levou pessoas a se empenharem na preservação do Maciço da Juréia. Em 12 de dezemro de 1997, através da Resolução número 11 do Conselho de Defesa do Patrimônio histórico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) da Secretaria de Cultura do Estado, declarou-se o tombamento do Maciço da Juréia, registrado como área cultural de interesse cênico e científico, e também o Rio Verde, da fonte ao estuário, permitindo assim a preservação dos manguezais a ele associados. Lobby Imobiliario

O empreendimento imobiliário foi cancelado, uma vez que a Empresa Nuclebrás Brasileira S/A decidiu construir na região as usinas nucleares Iguape 4 e 5, decretando ainda, que os entornos de usinas nucleares passariam a ser Estações Ecológicas. Em 4 de junho de 1980, diante da ameaça de degradação ambiental que se avizinhava, a EEJI foi declarada de utilidade pública através do Decreto Federal n° 84.771, para a construção das Usinas, numa área de 23.600 hectares, incluindo todo o Maciço da Juréia. Nessa época, a Nuclebrás já estava realizando na área pesquisas, melhorando as estradas, realizando terraplanagens, fazendo pontes e colocando uma balsa no Rio Una. Após alguns anos, a Nuclebrás desistiu de gerar energia nuclear na linha da costa do Estado de São Paulo e, conseqüentemente, não levou adianta a desapropriação da terra. Lei

Finalmente, em 20 de janeiro de 1986, através do Decreto n° 24.646[2], o Governo do Estado estabeleceu definitivamente a EEJI, com certa de 79.270 hectares. Em seguida, editou a Lei n° 5.649 de 28 de abril de 1987, ratificando a criação da Estação. A área de preservação ambiental circundante à estação abrange nessa região toda a bacia hidrográfica do Rio Una do Prelado. Cultura Local

Na EEJI habitam vários caiçaras, que ainda preservam sua cultura, formas de produção e subsistência, com um conhecimento muito apurado da natureza. Sua densidade populacional é muito baixa e por isso sua presença não chega a interferir de forma destrutiva na natureza. A ocupação humana na área remonta ao século XVII, inicialmente por populações negras, indígenas e descendentes de europeus. No período de colonização, na busca por ouro, os portugueses usaram a Trilha do Imperador, que corre até hoje através da região conectando São vicente e a Vila de Cananéia. Mais tarde, a mesma trilha recebeu postes telegráficos, que eram usados para transmitir mensagens em Código Morse na época da Guerra do Paraguai, e que ficou conhecida como a trilha do Telégrafo. EEJI e pesquisas

Na linguagem tupi-guarani, Juréia significa “ponto saliente” (promontório) e Itatins, “nariz de pedra” (saliência rochosa). São desenvolvidas muitas pesquisas científicas na EEJI[3] desde 1981, principalmente pela Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Apesar de ter sua criação amparada por Lei desde 1986, e com núcleo de atividades de pesquisa funcionando, a conservação integral da Estação Ecológica Juréia ainda não está totalmente assegurada, pois a maior parte das terras que deveriam ser desapropriadas não tiveram sua situação fundiária regularizada. Além disso, há dificuldades em se levantar fundos para o pagamento dessas desapropriações.